terça-feira, 24 de julho de 2007

Faminto

Noite fria e escura, inspirações sarcásticas
intitulado por ninguém,
sem piedade, ainda viva separa contente
os membros de uma doce adolescente.
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Doente de prazer por ve-la indefesa
com voracidade se delicia de mais uma presa,
sem saber o motivo desse incessante desejo tórrido
se alimenta da carne da fêmea num instinto sórdido.
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Termina se levanta e caminha
nunca satisfeito sai a procura até que apareça a luz do dia.
Barbaro 2007
24/07/07

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Antes do fim

Enquanto me afastava do local orrendo
sentia a vida escorrer por entre meus dedos
sentia o cheiro de dor exalando
implorando por sua morte breve.
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Transbordando de tanto prazer inóculo
dou a ela o alívio da dor, dou ela o que ela queria
saboreando o gosto visceral
daquela carnificina animalesca.

Barbaro 2007
23/7/07

terça-feira, 17 de julho de 2007

J

Atormentado por rumores fétidos,
seguido por vermes infames,
a carne ainda quente tremula,
pelos últimas pulsadas do miocárdio.
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Semblante de um monstro ganido
eis que surge da fumaça turva
trazendo em sua mente favores,
varridos pela agua da chuva.
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Sarcástico, seco e persuasivo,
com seu olhar ávido exercita a caça,
persegue, incita e crucifica
e no sereno amanhece a ex-vida.
Barbaro 2007
17/06/07

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Perseguição

Embriagado por ilusão contínua,
cinco milhões de mulheres tão sozinhas a noite
a profecia será feita por minhas mãos,
onde o mal e os desejos se fundirão.
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Seguindo os passos do jovem maldito
que foi expulso por cultuar o mal e a dor,
prossigo fielmente na busca pela libertação
guiado pelos olhos de Satan.
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Quando ele grita por seu nome
não como fugir ou se esconder,
mandado para um lugar onde as flores cheiram preto
somente a decomposição e a putrefaçao reinaram.
Barbaro 2007

quinta-feira, 28 de junho de 2007

666

Dentre corpos decompostos, eis que surgem
pilares do inferno que erguem consigo
altares de um sacrificio eterno,
na penúria e obscuridade, castigo e insanidade.
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Falgelado pela quietaçao da noite,
o nevoeiro desce feito um açoite,
tapando com uma fumaça branca
a face pútrida da dama da corte.

Barbaro 2007



Eu vou te matar

Vou te seguindo, perseguindo até a sua alma empunhando uma foice. Dentre caminhos demarcados com fogo, soldados das trevas fazem fila para uma orgia sem fim, no meio de corpos multilados por estacas de madeira, assombram a mais doce das donzelas, quando presencia uma cabeça sendo arrancada pela raiz, queimando sua mente sem nenhum ruído, sendo espostos para a morte num pentagrama de sangue cheio de larvas de inseto, onde os abutres hematófgos se delician com os restos das víceras de uma virgem.
Barbaro 2007
Tentado

Caminhando solitário,
com o pensamento inchado,
o álcool fervilha em minha mente
regado a pura crueldade.
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Sempre a procura de alguma fêmea
pra satisfazer meus sórdidos desejos carnais,
nunca satisfeito, sempre com fome de mais,
farejando feromônios de pobres putas indefesas.
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Babando sangue coagulado,
sodomizando uma puta loira,
Com meu pinto dilacero sua vagina,
e ao vê-la suplicando aos berros,
arranco sua face com uma foice enferrujada.
Barbaro 2007